sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Espera por algo que jamais virá

Daqui eu posso ver tudo...
Do nascer do sol ao sumir da lua.
Eu sinto cheiro das flores que desabrocham ao luar.
Essa brisa fresca leva com sigo o sabor de uma chuva fraca de verão.
E eu espero sentada, bem aqui, agora e sempre, por aquele barco, o único que ainda não chegou.
O cais vazio é preenchido pela chuva, e com a agua de grandes ondas que quebram sobre as madeiras encardidas do mesmo.
Eu sei que não virá, sei que é tarde de mais, não virá, a vida chegou em um ponto no qual não há retorno.
Não é culpa minha, ou dos donos de pequenos barcos, a culpa é dos grandes donos do mar.
Donos de nossas vidas, de nossas casas e da nossa "mesa".
Deuses sei que não são, porem uma má escolha os deixa bem próximos disso.
E agora tudo que posso fazer e me sentar e esperar pelo dia em que os ventos irão mudar.

Bem gente eu escrevi esse texto com algo nas entrelinhas, não sei se foi uma metáfora bem empregada o suficiente para ser possível reconhecer o que é realmente.
Bem deixo o texto por aqui.
Bye bye!
Beijos e beijos!

Eu apenas queria um abrigo.

Um lugar aconchegante onde pudesse me refugiar quando chovesse forte la fora.
Que fosse aquecido e não deixasse que meu corpo adoecesse com frio rude das noites de tempestade.
Que fizesse eu me sentir segura apesar de tudo o que no mundo acontece.
Queria uma cama macia e limpa, que em quanto eu dormisse me distanciasse das realidades desse mundo insano.
Uma casa segura, pura, onde nada fosse profanado.
Onde cada lembrança fosse um passo importante a ser guardado e nada fosse esquecido.
E ao final de cada dia seria onde encontraria os braços pelos quais procuro, os que seriam meu verdadeiro abrigo.
Que me segurariam, me guardariam.
Braços que nos dia mais nublados me guiariam, e não me deixaria escorregar, me protegeriam.
Estes sim seriam meu porto seguro, porto de barco que navega por um mar chamado vida.
Um lugar onde me esconder, para onde um dia retornar.
Beijos e beijos!
Fica a pista...